Entre no mundo IDADE MAIOR

Como manter o cérebro e a mente em pleno!

NEURÓBICA
Conjunto de actividades físicas orientadas para a estimulação da mente e do sistema nervoso em geral tendo em vista o seu bom funcionamento e a manutenção de capacidades psicomotoras e sensoriais. Inclui exercícios físicos suaves, caminhadas, orientação espacial e temporal, activação dos sentidos e quebra de rotinas. É acompanhada por um programa de orientação nutricional e revisão do estilo de vida sempre que este se mostre adverso para a longevidade saudável do cérebro e do sistema nervoso em geral. Aconselhável a pessoas com mais de 35 anos de idade e mais ainda a todas que estejam já na meia-idade (45-55 anos) porque ajuda a atrasar o envelhecimento das funções cerebrais e psicomotoras e prevenir doenças degenerativas do sistema nervoso como certas demências, o mal de Alzheimer, etc. A neuróbica pode ser enriquecida com desportos de ginásio.

NEUROFITNESS
Programas de exercícios mentais orientados para a estimulação das funções cognitivas superiores (auto-consciência, harmonia emocional, pensamento, criatividade, reflexão, planeamento, tomada de decisões, aprendizagem, memória, inteligência, etc). Devem ser complementados com actividades de neuróbica e podem beneficiar igualmente com a prática regular de desportos de ginásio.
O neurofitness é aconselhável em todas as idades e em particular a crianças, adolescentes e adultos jovens tendo em vista revigorar as capacidades mentais e manter um alto nível de performance. Por isso é uma boa sugestão para todos aqueles que tenham profissões de alta exigência intelectual e stressantes.

MENTAL TRAINING
Programas de treino mental específicos para atletas. O mental training tem por finalidade reforçar a capacidade mental dos atletas para que estes possam manter níveis elevados de performance graças ao reforço da destreza mental orientada para a prática desportiva. Ajuda, entre outras funções, a desenvolver a tenacidade da atenção, a alta concentração, a reacção psicomotora, o controlo do stress e da ansiedade da competição. Através de exercícios apropriados permite aos atletas colocarem o cérebro em estado de prontidão competitiva, isto é, apto a coordenar o corpo, o equilíbrio e os movimentos no momento da competição.

Os consumidores seniores

A população mundial, encontra-se num processo acelerado de envelhecimento. Em valores absolutos, a população "senior" em Portugal (a partir dos 55 anos) aumentou mais de um milhão de indivíduos desde 1960, passando de 708.570 nesse ano para 1.753.880 em 2005.
Este fenómeno é ilustrado nas pirâmides etárias pelo estreitamento progressivo da base e a transformação numa pirâmide invertida. A consequência será que daqui a dez anos prevê-se que a população idosa representará a maioria do nosso país.
Ainda como dados relevantes, temos que 44% das donas de casa têm mais de 54 anos e 41,6% dos lares têm por responsável das compras indivíduos com mais de 54 anos. São dados que evidenciam a enorme dimensão deste mercado e importância crescente deste segmento enquanto consumidores.
Consumidores esses que têm actualmente uma maior longevidade (a esperança média de vida aumentou para 74,9 para os homens e 81,4 anos para as mulheres), maior poder de compra (dado na maioria já não terem o seu agregado a viver em casa) e demonstram uma maior actividade de consumo de produtos e serviços e também de tecnologia.
A Brandkey - agência de Marketing Below-the-Line que tem desenvolvido outros projectos de sucesso para os segmentos "Kids" e "Teens" - desenvolveu agora um novo meio de elevado potencial para comunicar com os seniores.
Tendo considerado que o Instituto da Inteligência tem conteúdos altamente relevantes e que podem ser dirigidos àquele nicho de mercado, aquela agência solicitou a nossa colaboração, a que gostosamente acedemos.

A verdadeira inteligência!

Uma pessoa realmente inteligente é uma pessoa dotada de uma personalidade completa. Um dilema se coloca, porém, ao ser humano: é que o facto de saber que tem inteligência pode tornar-se na sua glória ou na sua agonia. Tudo depende do uso que fizer dela. A inteligência, por si só, não é garantia de Sabedoria, Felicidade, Competência, Discernimento e Talento. A inteligência é uma possibilidade em aberto, um recurso pessoal, uma potencialidade feita de emoções, sentimentos, pensamentos, memórias, sonhos, desejos, ambições. A inteligência tem de ser cultivada.

Não se gabe, pois, do seu Q.I. Os resultados dos testes de Q.I. não me impressionam porque apenas revelam uma parte insignificante do nível da sua inteligência. Veja: você pode ter um Q.I. elevadíssimo e estar na cadeia por ser um criminoso (aliás, as prisões estão entre os lugares com maior número de gente inteligente por m2).

Assim, o que me fascina e atrai são as personalidades inteligentes! Como ditou o sábio indiano Osho "uma pessoa inteligente está perfeitamente satisfeita com o possível. Ela trabalha para o provável; nunca trabalha para o impossível nem para o improvável, não. Ela olha para a vida e para as suas limitações". Sabe reconhecer e ampliar os seus recursos, as suas possibilidades. E sabe utilizá-los com justiça, honestidade e equilíbrio.

Nelson Lima, autor do prefácio de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA, o último livro de Augusto Cury.
Veja o vídeo do congresso. Clique aqui >> Página do Congresso

A inteligência depois dos 50!

Melhor? Pior? Diferente, para melhor! É o que toda a investigação científica tem vindo a demonstrar.
Antes de mais convém alertar para uma realidade incontornável: o envelhecimento revela tremendas disparidades entre as pessoas. Para além do envelhecimento normal existe o envelhecimento patológico e também o envelhecimento bem sucedido! Esta página é dedicada a todos aqueles que querem e conseguem ter uma "velhice" óptima.
Não podemos esquecer que o envelhecimento é um processo normal que tem ritmos diferentes conforme as pessoas, a sua herança genética, a sua biologia, a sua história de vida, o seu comportamento e a sua mentalidade (algo que pertence ao domínio da psicologia).
Numa época em que se consegue viver mais tempo é desejável que aumente o número de pessoas capazes de envelhecer saudavelmente. Pois envelhecer não é uma fatalidade. É um processo de maturação e de desenvolvimento. Mesmo que o corpo, gradualmente, possa ir apresentando algumas dificuldades (nem todos os órgãos e funções biológicas envelhecem ao mesmo tempo) mesmo assim podem existir áreas da nossa vida capazes de resistirem por mais tempo aos efeitos do desgaste, do cansaço e da degradação (os quais variam de indivíduo para indivíduo).
E aquilo que mais pode resistir ao tempo é, mais do que o corpo, a MENTE! A mente exprime-se através da consciência, dos pensamentos, da memória, das ideias e dos comportamentos. Ela é muito mais do que Ver, Ouvir, Cheirar, Tocar ou Saborear (são os sentidos). Podemos perder a visão mas continuar lúcidos. Podemos deixar de ouvir com qualidade mas a mente continuar reflexiva e criativa.
A mente está mais além das estruturas de funcionamento básico do sistema nervoso. A mente escapa mais facilmente às leis da biologia e do envelhecimento (entropia) do que às forças externas (a sociedade, a família, a cultura, as crenças, os hábitos, as modas, etc.).
Manter a Mente Lúcida é, antes de tudo, conseguir manter-se livre. Manter a mente livre é ser capaz de usufruir da inteligência, do pensamento e da afectividade.
A inteligência ao longo da vida
Persiste a ideia de que com o avançar dos anos as pessoas ficam senis e a inteligência esvai-se. É mentira. Uma mente saudável não perde a inteligência mesmo aos 90 anos de idade. A inteligência assume, todavia, outras características. Ela é mais reflexiva e mais sábia. Ela amadurece com a ajuda da experiência de vida, o aprofundamento do saber, do julgamento, da habilidade no comportamento social, de um maior controlo das emoções.
Quanto maior for a cultura da pessoa, o seu envolvimento na vida, a sua rede de contactos e interesses e a sua "ginástica mental" mais garantias tem de se conservar mentalmente jovem e activa, pronta para continuar a ser um elemento útil e desejado pela sociedade. Pelo contrário, se descansar "à sombra" da reforma ou da aposentadoria, se deixar escapar os anos sem fazer algo de novo e diferente, se não quebrar rotinas rígidas, a sua mente declinará mais rapidamente. Fazer uso da inteligência é vital para a manter vigorosa e tão maravilhosa como nos anos da juventude.

Tem mais de 50 anos de idade? Óptimo!

Instituto da Inteligência, 2008
Muitas pessoas, à medida que se aproximam da meia década de vida, começam a ficar demasiado preocupadas com a idade e o natural envelhecimento. Algumas alteram, de imediato, o estilo de vida. Mudam de hábitos alimentares, correm para os ginásios, começam a praticar cicloturismo ou jogging, numa corrida contra o tempo na esperança de travarem os sinais da idade. Outras investem em operações plásticas para reduzirem e disfarçarem as marcas do tempo e dos excessos. Todas estas preocupações são normais e até legítimas desde que não se transformem em paranóia ou descanbem para comportamentos obsessivo-compulsivos e elevem o neuroticismo e o stress.
Na verdade, o envelhecimento deve ser entendido como um processo de desenvolvimento, pelo menos até ao fim da 3ª idade (cerca dos 75 anos). Não se justificam medidas desesperadas devidas ao medo de se "parecer velho".
É óbvio que isto tem tudo a ver com factores culturais pois no Ocidente o "ser-se velho" é sinónimo de senilidade, aborrecimento, reumatismo, artroses e outras maleitas pouco simpáticas que acabam, muitas vezes, por servirem de justificação para nos despacharem para um qualquer lar de idosos.
No mundo actual, ter-se mais de 50 anos de idade é cada vez mais vulgar. Com o decréscimo da natalidade nos países em desenvolvimento e o aumento da longevidade é evidente que haverá cada vez mais pessoas idosas. Ou melhor, mais sábias (ver posts anteriores).
Mas as boas notícias abundam. Quem estiver ainda na casa dos 50 pode contar, de futuro, com a medicina da longevidade para prolongar a sua passagem na Terra. Ou seja, muitas pessoas desta faixa etária poderão viver facilmente mais 50 anos! Surpreendido?
Veja as boas notícias:
> A medicina do futuro vai sofrer grandes transformações e prevê-se que daqui por uns 10 a 15 anos se divida nas seguintes categorias:
  • Medicina Predizente: mantém a pessoa, saudável, sob vigilância médica, prevendo as doenças antes que apareçam.
  • Medicina Preventiva: detém ou evita doenças e disfunções.
  • Medicina Recuperativa: memória, mobilidade e saúde em geral é recuperada (é a forma de medicina tradicional).
  • Medicina Regenerativa: regenera ossos, músculos, órgãos e células.
  • Medicina da Longevidade: prolonga a vida, mantendo a saúde e a produtividade dos indivíduos.
  • Medicina de Optimização: desenvolve todo o potencial mental e físico dos indivíduos para lhes proporcionar o desempenho máximo ao nível da saúde.
  • Medicina Substituidora: proporciona substitutos viáveis para o corpo e a mente das pessoas, para repor a funcionalidade saudável.
  • Medicina de Potencialização: melhora as funções mentais ou físicas com objectivos especiais, algumas eventualmente sobre-humanas (superdotação).
Os baby boomers, isto é, as pessoas nascidas entre 1946 e 1964 são muitas. Só nos Estados Unidos serão cerca de 76 milhões. Os baby boomers constituiram o grupo demográfico mais influente do planeta. Foram eles que redefiniram todos os aspectos do mundo actual. A verdade é que, segundo o Institute for Global Futures, a sociedade tem necessidade de manter os altamente especializados mais tempo integrados na futura força laboral. O objectivo da medicina do futuro próximo não será apenas o de mantê-los vivos por mais tempo mas também mais produtivos e úteis.
Fonte: pesquisas do Institute for Global Futures

Séniores empreendedores!

O mundo é de todos!
Quase 3% dos empreendedores portugueses
são reformados e 1,6% têm mais de 65 anos de idade.

Portugal não é, tanto quanto seria desejável, um país de empreendedores. A aversão ao risco e o medo do fracasso limitam em larga escala a iniciativa empresarial nacional. Mas para os que chegam à idade da reforma e mantêm a vontade de permanecer activos, a criação de empresas parece ser uma boa opção. Os números confirmam-no.
De acordo com um relatório do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) 2,9% dos empreendedores nacionais são reformados e 1,6% já havia ultrapassado a barreira dos 65 anos na altura da criação da empresa. A percentagem de empreendedores seniores no país ainda não é suficiente para contrastar com o perfil predominante entre os que criam novas empresas no país. A maioria dos empreendedores nacionais são jovens, com idade que ronda os 35 anos, mas a tendência crescente de criação de empresas por pessoas que já ultrapassaram a fasquia dos 65 anos abre novas possibilidade no panorama da iniciativa nacional.
Exemplo a seguir:
O mais sénior dos empresários inquiridos pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas de Portugal) somava 78 anos de idade. O facto tem tanto de curioso como de motivador para as classes mais jovens, mas para o instituto a explicação é simples: “Entre estes empreendedores, a criação de empresas surge como uma forma de se manterem activos, contrariamente aos jovens cuja principal motivação é alcançar uma estabilidade económica e inovar”.
António Fonseca personifica a imagem do empresário sénior. Aos 65 anos investiu as suas economias na criação de um negócio familiar. Transformou a propriedade da família na região de Viseu numa unidade de turismo de habitação e deixou a capital do país para gerir de perto o seu negócio. O empresário confessa que sempre teve vontade de ter a sua própria empresa não nega que “o receio de arriscar fez com que a maioria destes empreendedores não desse esse passo antes”. Para António, o empreendedorismo sénior tem inúmeras vantagens. O empreendedor acredita que “mentalmente estamos mais focados no negócio nesta idade porque a nossa preocupação deixa de ser apenas a rentabilidade. Temos a vida estabilizada, não estamos em altura de realizar grandes investimentos como comprar a primeira casa e economicamente temos capacidade de investimento o que é uma vantagem face aos mais jovens”. António criou a sua empresa porque não se imaginava em casa, parado, sem nada para fazer. Nunca tinha tido nenhuma experiência empresarial anterior, mas aceitou o desafio do risco e provou a si mesmo que há vida além da reforma. Um caminho que aconselha a todos. A bem da vida pessoal e da economia do país, “já que para os mais jovens as dificuldades de lançar um projecto próprio são ainda muitas”, lamenta.
Fonte: Cátia Mateus, in Semanário EXPRESSO

A vida começa aos 50?

Este é o título (o ponto de interrogação é nosso) do tema central da capa da revista brasileira VEJA, de 9 de Julho.
O objectivo é colocarmos nesta página toda a informação actual que interesse aos seniores que decidam ou já tenham decidido continuar a trabalhar, criar negócios, estudar ou simplesmente levar uma vida mais activa e diferente daquela que a reforma geralmente proporciona.
Se é um sénior que se encaixa neste espírito, escreva-nos, conte-nos a sua história, participe!
Saiba mais sobre o artigo da revista VEJA. Clique
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aqui!

As nações precisam do talento e da experiência dos mais velhos!

Vale a pena sublinhar algumas passagens do interessante trabalho realizado pela revista brasileira VEJA (ver post acima).
Abstraindo-nos do facto do Brasil estar, nesta altura, entre os países mais empreendedores do mundo (fonte: Global Entrepreneurship Monitor), situação que facilita o investimento e o aparecimento de novos negócios, importa, não obstante, salientar que, em 2007, 17,5% dos brasileiros à frente de negócios em estágio inicial tinham entre 45 e 54 anos de idade (em 2001 representavam apenas 7% do total). Um exemplo elucidativo: em 2005, foi de 20.847 o número de pessoas com mais de 50 anos que abriram negócios só no Estado de São Paulo (um aumento de 36% em relação a 2000!). Mais: entre 2003 e 2007 aquele foi o único grupo etário a aumentar a sua participação na população ocupada em todo o Brasil.
Os séniores brasileiros estão cheios de garra. Escreve, a propósito, a jornalista Silvia Rogar: "No Brasil, a virada dos cinquentões é uma transformação palpitante do mercado de trabalho!".
A que se deve esta onda de empreendedorismo? Segundo a revista, ao aumento da esperança de vida e a uma vida mais saudável, além do espírito tipicamente empreendedor do brasileiro que serve de cultura a este movimento.
Aliás, a atmosfera que, neste momento, se vive no Brasil é convidativa. "O país vive um momento mágico: o ambiente está favorável para tocar negócios e trabalhar com novas ideias" - disse à revista VEJA um empreendedor de 54 anos, Luiz Majolo, que antes de ter o seu próprio negócio era vice-presidente do banco ABN Amro Real.
O mesmo espírito está a proliferar noutros países. O grupo norte-americano Merrill Lynch fez um estudo entre a população dos Estados Unidos e 71% dos entrevistados confessaram desejar manter algum tipo de trabalho após a reforma, não tencionando deixar de estarem ocupados em alguma actividade produtiva antes dos 70 anos de idade.
Os séniores representam uma força intelectual que os países não se podem dar ao luxo de desprezar! E será cada vez mais essa a tendência pois a esperança de vida vai aumentar nos próximos 15 anos no Ocidente. As nações precisam do talento e da experiência dos mais velhos!
A este propósito, o recente livro de James Canton, THE EXTREME FUTURE, que resultou de um amplo estudo sobre as megatendências da economia, da sociedade, da ciência e da tecnologia, alerta para o facto das nações industrializadas virem a precisar de mão-de-obra especializada e muito competente que só se encontra nos séniores.
A verdade é que, no Brasil, as empresas estão também a recrutar especialistas séniores. Segundo a revista, o número de "cinquentões" recém-empregados cresceu 50% no último ano, enquanto o de jovens apenas aumentou 30%. Parece que há cerca de 200 mil vagas por ausência de gente preparada para ocupá-las (fonte: Ipea). Os recém-licenciados não estão à altura de o fazer, sobretudo para cargos e funções de grande exigência e responsabilidade. Faltam, por exemplo, engenheiros.
Diz a VEJA: "Situação típica de nações que, como o Brasil, crescem em ritmo veloz e passam a requerer um grande número de profissionais de bom nível para suprir as novas demandas da economia". E entre os reformados há um tipo de pessoas que está a interessar às empresas: aqueles que já haviam consolidado a carreira e se mantêm, de alguma forma, ligados à sua área. E para onde estão a ser chamados os séniores brasileiros? Para (por ordem decrescente) engenharia civil, engenharia mecânica, farmácia, engenharia química, análise de sistemas, engenharia metalúrgica, agronomia, engenharia electrónica, engenharia eléctrica e telecomunicações.
Outros saberes, consultar >> http://www.academiadofuturo.com/

O que perdemos e o que ganhamos com a idade (parte 2)

Há muita gente que associa o envelhecimento à perda de faculdades. Ora, quando se goza de saúde, essa perda de faculdades é muito relativa. Além de diferenças individuais muito grandes, o chamado "declínio cognitivo" acontece de forma mais evidente a partir dos 75 anos ou em idades mais avançadas (e, mesmo assim, há cada vez mais excepções).
Os especialistas em envelhecimento costumam dar atenção aos seguintes aspectos: competência, cognição, personalidade, saúde, satisfação de vida e bem-estar psicológico. Vejamos o que cada uma destas áreas significa.
COMPETÊNCIA > traduz a capacidade da pessoa para lidar com os desafios e obrigações da vida e que lhe permitam ser autónomo. Envolve variáveis de tipo cognitivo, emocional e social.
COGNIÇÃO > diz respeito às actividades do pensamento, do raciocínio, da percepção, da memória, da aprendizagem, da criatividade e da inteligência, entre outras.
SABEDORIA > forma de conhecimento extenso que depende da experiência de vida, envolvendo alguma combinação entre inteligência e criatividade, e que permite obter um discernimento pragmático sobre os problemas e situações do dia-a-dia e/ou profissionais e sociais.
PERSONALIDADE > conjunto de características que definem psicologicamente a pessoa e que sofre evolução com a idade. É constituída por uma personalidade-básica (com a qual nascemos), uma personalidade aprendida (por influência da educação e do meio) e uma personalidade escolhida (através das opções feitas ao longo da vida).
SAÚDE > estado geral do indivíduo e que está associado à noção de bem-estar.
SATISFAÇÃO DE VIDA > avaliação que permite às pessoas reflectir sobre as discrepâncias percebidas entre as aspirações e a realizações conseguidas.
BEM-ESTAR PSICOLÓGICO > sentimento de satisfação que envolve a auto-estima, o ânimo, o equilíbrio afectivo, a auto-imagem e outras dimensões.
Acredite que é verdade!
Em 1989, os cientistas L. Clarkson-Smith e A. Hartley, escreveram no Journal of Counseling and Development (nr. 77, pág.141-152) destacaram que as pessoas mais velhas que praticam exercício físico têm melhores resultados em medidas de raciocínio, memória activa e tempo de reacção. Verificaram também que os reformados inactivos mostram um declínio cognitivo acentuado na circulação sanguínea cerebral pelo que ficou concluído que a deterioração ou a perda de algumas capacidades mentais é mais devida à falta de uso do que à idade ou à doença!
Outros estudos destacam o papel da estimulação cognitiva através de actividades mentais que podem ser realizadas não apenas através de um estilo de vida que envolva convívios, leituras, viagens mas também a participação em programas de "fitness mental" (para saber mais, consultar: www.neurofitness.info).
>>
Uma das chaves para a longevidade está, por conseguinte, no exercício físico. Quanto maior for o sedentarismo, maiores serão os riscos de doença física ou mental, sobretudo nos idosos. A partir dos 50 anos, a perda muscular acentua-se 15 por cento e 30 por cento depois dos 70. Eis algumas regras que o poderão ajudar a ficar em forma:

> Experimentar (não há nada melhor do que começar!).

> Arranjar um companheiro/a para treinar.

> Começar com calma, sem exageros.

> Procure sempre fazer actividade física no seu dia-a-dia, independentemente do seu treino.

> Considere o treino como um compromisso.

> Se tiver de faltar, pode e deve sempre compensar.

> Registe e anote os seus progressos semanalmente.

> Se tiver de interromper o seu treino por dias ou semanas, recomece com metade da intensidade de treino.

> Diversifique o seu treino ao máximo com alongamentos, caminhadas
e treino de força.

O que perdemos e o que ganhamos com a idade (parte 1)

Aquela visão cinzentona e deprimente que ainda vigora no Ocidente sobre o envelhecimento está, felizmente, a perder força. O envelhecimento é, nem mais, do que evolução e mudança, com maior ou menor sucesso. O envelhecimento é também algo que apresenta diferentes etapas sendo um processo gardual.
Felizmente que um número crescente de cientistas tem vindo a debruçar-se sobre o envelhecimento e desse trabalho estão a chegar-nos boas notícias. Vejamos algumas (as fontes são indicadas no final deste texto).
1º Em Portugal, entre 1960 e 2001, o fenómeno do envelhecimento demográfico traduziu-se por um aumento de 140% da população com mais de 65 anos de idade. Em 2001, esta faixa representava 16,4% da população total nacional.
2º O índice de envelhecimento (relação entre a população idosa e a população jovem) registou um aumento extraordinário (de 27,3 em 1960 para 102,2 em 2001), ou seja, há, actualmente, mais pessoas idosas do que crianças, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.
3º Estima-se que, em 2005, haverá 2,5 idosos com 65 ou mais anos para cada jovem com menos de 15 anos.
4º Com o aumento do tempo de vida a 3ª idade é agora uma fase activa da vida e passou a considerar-se uma 4ª idade a partir dos 70 ou 75 anos de idade.
5º As pessoas com mais de 50 anos têm cada vez mais uma visão optimista de vida: num estudo recente, 89% dos adultos associaram a meia-idade e os anos seguintes a aspectos positivos contrariando assim a ideia de um período de "crise".
6º Vários estudos confirmam também que a maior parte das pessoas envelhece de forma satisfatória ao longo da vida, mesmo nas fases mais avançadas.
7º O período designado como "3ª idade" ou dos "jovens idosos" (dos 55 aos 75 anos) é um período activo: aumenta a expectativa de vida; a boa forma física e mental é uma realidade ao alcance de muitas pessoas; existem reservas notáveis de habilidades cognitivas-emocionais; mais e mais pessoas envelhecem com sucesso (geral); há níveis elevados de bem-estar pessoal e emocional e verifica-se a adopção de estratégias eficazes de gestão de ganhos e perdas (relativas ao gradual envelhecimento).
8º As pessoas da actual "3ª idade" apresentam, em geral, uma elevada plasticidade e, por isso, mostram uma capacidade admirável para regular o impacto das perdas que também podem ocorrer (por exemplo, a nível físico).
9º O envelhecimento mental varia muito de pessoa para pessoa. Melhor saúde, mais informação, mais cultura e mais actividades físicas permitem que as pessoas com mais de 50 anos de idade possam desenvolver as suas capacidade cognitivas de forma quase ilimitada (na maioria dos países desenvolvidos a maioria daquelas pessoas mantêm um nível satisfatório ou elevado de inteligência e de funcionamento mental até cerca dos 70-75 anos de idade).
Fontes:
Fonseca, A.M. (2005a). Desenvolvimento humano e envelhecimento. Lisboa: Climepsi.

Fonseca, A.M. (2006). O Envelhecimento: uma abordagem psicológica. Lisboa: Universidade Católica Editora.
Labouvie-Vief, G (1985). Intelligence and Cognition. In J.Birren & K.W.Schaie (Eds), Handbook of the psychology of aging. San Diego: Academic Press.
Phillipson, C. (1998), Reconstructing old age. London: Sage.
Phillipson, C. (2003), Transitions after 50 - Developing a new conceptual map. Keele University: Centre for Social Gerontology.
WHO (Organização Mundial de Saúde) (2002). Active Aging: a policy framework. Geneve: WHO.

Empreendedorismo sénior em Portugal

O número de idosos em Portugal supera já a percentagem de jovens com menos de 15 anos. As estimativas oficiais apontam para que em 2020 o país tenha cerca de dois milhões de habitantes com mais de 65 anos. Gente que gastou a maior parte do seu tempo de vida a trabalhar e para quem a proximidade da reforma é encarada com natural apreensão. O medo de envelhecer é uma realidade e a reforma ainda está associada a muitos estereotipos, como a inactividade. Todavia, mesmo quem queira contrariar esta imagem e manter uma actividade laboral além da reforma, não tem a vida muito facilitada em Portugal. As oportunidades escasseiam.
Mário Sousa representa uma excepção. Tem 70 anos e depois da reforma encontrou um emprego em «part-time» numa mediadora imobiliária. Durante a maior parte da sua vida trabalhou no sector bancário, mas confessa que «não foi fácil aceitar que tinha chegado o momento de parar e enfrentar a reforma».
Mário Sousa explica que se sentia ainda activo demais para «deixar a agenda e os horários de lado e viver entre os cafés e a televisão». Durante uns meses decidiu experimentar a vida de reformado, mas não foi preciso muito para perceber que tinha de encontrar uma ocupação. As primeiras abordagens que fez ao mercado foram infrutíferas. «Eu ia aos locais e respondia aos anúncios e diziam-me que era louvável a minha vontade de querer continuar a trabalhar mas que tinham em mente pessoas mais novas, mais activas», recorda. Em tom de brincadeira vai dizendo que «a capacidade de iniciativa está mais na mente do que no corpo», argumentando com o velho ditado: «o pior dos embrulhos pode esconder o melhor dos presentes».
Desde 2004 que trabalha em «part-time» na mediação imobiliária e garante que vai continuar «enquanto puder contribuir activamente para a expansão da empresa». Mas assegura que «não é uma batalha fácil de travar». Embora reconheça que a condição de reformado é, em Portugal, pouco valorizada e muitas vezes associada ao consumismo de gastos públicos sem retorno, o psicólogo António Fonseca afirma que a passagem à reforma não é sentida como uma tragédia pela maioria dos portugueses. Doutorado em Ciências Biomédicas, docente da Universidade Católica e membro da Unidade de Investigação e Formação Sobre Adultos e Idosos, António Fonseca é autor de um estudo sobre os efeitos psicológicos da passagem à reforma. Neste trabalho são várias as conclusões de peso, mas merece destaque a ideia de que o perfil do reformado português está ainda associado a pensões muito baixas e consequente insatisfação pelas condições de vida.
Ainda assim, e embora existam sempre pessoas para quem a reforma é uma fonte de perturbação e mal-estar, o estudo desdramatiza a passagem à reforma e concluí que, regra geral, as pessoas adaptam-se bem a esta nova fase da vida e conseguem ocupar o seu tempo de modo útil e satisfatório. Para os que têm mais dificuldade em ocupar o tempo, há várias hipóteses. Ainda que em Portugal este não tenha grande expressão, o empreendedorismo sénior é em muitos países uma prática corrente.
Depois de uma vida inteira a trabalhar por conta de outrem, há quem opte por colocar os conhecimentos adquiridos ao serviço de um negócio próprio, muitas vezes em parceria com familiares. Mas se o seu perfil não é de empreendedor e prefere não arriscar tanto para se manter activo, pode colocar as suas potencialidades ao serviço da comunidade procurando desenvolver acções de voluntariado em áreas onde considere poder ajudar quem precisa. Esta é uma actividade que pode começar por desenvolver a nível local no centro de dia ou de convívio do seu bairro. Num leque de abrangência maior, os hospitais e várias organizações de carácter humanitário, tem sempre lugar para quem queira fazer algo pelos outros.
Mas na opinião de Amândio da Fonseca, presidente da empresa de recrutamento Egor, há, além destas opções, uma outra bastante válida para quem chega à reforma: voltar a trabalhar! Para muitas pessoas a reforma chega numa altura em que ainda se sentem válidos o suficiente para manter uma actividade profissional. E nesses casos não há razão para o mercado de trabalho seja restritivo. Mas apesar desta lógica o especialista não nega que «o mercado de trabalho não oferece alternativas a estas pessoas». Para Amândio da Fonseca isto acontece por duas razões: «por um lado, as empresas tendem a não encarar o reformado como um potencial activo humano interessante, como consequência de que a partir de certa idade as pessoas deixam de ter empregabilidade. Por outro lado, os próprios reformados assumem que se fechou um ciclo de vida com poucas hipóteses de renovação».
Amândio da Fonseca adianta que «existem obviamente casos de pessoas que encaram a reforma como uma nova fase da vida activa e contrariam a ociosidade». Um caminho que considera ideal e para o qual o trabalho temporário pode ser um importante aliado. O especialista assegura contudo que «para que o trabalho temporário fosse uma alternativa viável para os reformados que querem continuar no activo, era necessário que houvesse coragem política para liberalizar a legislação laboral para as pessoas reformadas». Se isto acontecesse, garante o presidente da Egor, «as empresas recorreriam mais frequentemente ao recrutamento de pessoas em situação de pós-reforma para funções em que elas, pela experiência e maturidade, poderiam ter um papel supletivo muito importante para os empregadores».
Segundo o responsável, «na Egor temos feito algumas tentativas, ao nível de ‘call center' e outros serviços de ‘outsourcing', para captar candidatos com mais de 50 anos». Os resultados, garante, «têm sido medianos não apenas pelo enquadramento jurídico que regula a contratação destes trabalhadores — equiparando-os à população jovem que normalmente preenche este tipo de funções — mas também pelo fatalismo com que muitas pessoas com este perfil etário encaram o seu futuro».
Fonte: Cátia Mateus, in EXPRESSO

Ideias sobre o talento

"Afinal, ser talentoso é ser feliz, demonstrar leveza na lida diária, encarar os problemas como parte da atividade, criar um estilo pessoal ao realizar um trabalho comum. É possível ser um tintureiro talentoso, um cabeleireiro genial. O talento não é demonstrado apenas pelas divas da música, pelos escritores premiados, pelos atores e atrizes. Há caixas de banco talentosos e caixas de banco que parecem aprisionados, condenados a fazer um trabalho de que não gostam. Há vendedores que transpiram alegria, e por isso vendem mais, e vendedores que não encontraram outra coisa para fazer, por isso realizam o trabalho sem prazer e sem sucesso.
Persiga o prazer, junto você alcançará a realização. O mundo está cheio de pessoas que abriram mão de uma carreira supostamente “de sucesso” para realizarem seu sonho, aparentemente “maluco”. Conheço um advogado que virou chefe de cozinha, uma bióloga que virou designer, uma psicóloga que virou roteirista, um engenheiro que abriu uma casa de sucos, uma analista de sistemas que “se encontrou” como leiloeira de arte. Gente louca? Pode ser, mas, como canta a talentosa Rita Lee: “Dizem que sou louca por pensar assim; mais louco é quem me diz que não é feliz!”.
Retirado de um texto de Eugenio Mussak, educador e escritor.

As nossas 7 idades!

O conceito de idade está relacionado com o tempo e faz parte dos vários factores que nos ajudam a identificar pessoas, animais, acontecimentos, etc. Por exemplo, dizemos que alguém tem 40 anos de idade e com essa informação em mente ficamos com um dado importante: o tempo que já leva de vida (onde se inclui a experiência, as realizações, a maturidade adquirida, etc, etc.).
Todavia, segundo o filósofo Guido Mizrahi todos nós devemos considerar 7 diferentes idades. Não apenas a idade cronológica (que se rege pelo calendário) nem tão pouco a idade mental (que se acredita medir através dos testes de inteligência) mas também outras dimensões.
A idade cronológica - porque se divide em períodos de tempo - é uma medida quantitativa e não qualitativa. O tempo, para nós, existe como um valor absoluto, não manipulável e, por conseguinte, a percepção que temos dele é mecanicista.
A medição do tempo é um produto da inteligência humana e resultou da necessidade das sociedades primitivas se organizarem num mundo que se tornava cada vez mais complexo. Aos homens antigos, a memória dizia-lhes que havia um tempo que se esfumava e se diluia no passado e um tempo futuro que se aproximava. Idealizaram então o tempo como uma linha que corria do futuro para o passado. E nasceram daí o calendário e o relógio. Medir o tempo tornou-se obsessivo. Inventaram-se os milénios, os séculos, as décadas, os anos, os meses, as semanas, os dias, as horas, os minutos, os segundos, os nanossegundos (o nanossegundo é a bilionésima parte de um segundo durante a qual a luz viaja 30 cm).
Nada mudou de muito significativo no Universo desde que o Homem apareceu na Terra mas a medição do tempo e a entrada em cena do conceito de idade mudaria a nossa percepção do mundo e da vida. Agora, mais do que nunca, a idade mede-se em função de uma noção de tempo cada vez mais matemática, o que nos torna cativos do absoluto.
É isto mesmo que nos assusta e incomoda. É que tudo nos sugere que a idade avança. E quando avança arrasta outros acontecimentos, o mais importante dos quais é a entropia que conduz à mudança e ao envelhecimento. Aparentemente, a idade nunca recua e, assim, há idades em que o que mais ambicionamos é ficar mais velhos e outras em que aquilo que mais desejamos é ficar mais novos sem que, todavia, nada se altere. Ou seja, a idade cronológica - da qual nada nem ninguém consegue fugir (nem para a frente nem para trás) - constitui uma importante referência para a sociedade humana ao contrário do que ocorre com os outros animais para quem a noção do tempo que passa não existe ou não existe tão refinada como entre nós.
A vida, porém, é muito mais do que uma ponte entre o nascer e o morrer. Essa perspectiva é redutora sob o ponto de vista psicológico pois a vida evolui através de outras dimensões que estão para além do tempo e do espaço. Então como poderemos observar a vida de uma pessoa?
A idade cronológica
É a soma dos dias, dos meses e dos anos. Porque se baseia na noção de tempo mensurável (calendarizado), conduz facilmente a preconceitos e ideias tortuosas. No Ocidente moderno e industrializado ser idoso é ser velho e decrépito, ignorando-se toda a sabedoria e maturidade adquiridas por uma vida de aprendizagens e experiências. Os idosos limitam-se, na maioria dos casos, a sobreviverem dia-a-dia encarando a morte como uma libertação. Mas em muitas sociedade antigas do Oriente, com outras culturas e entendimento do mundo, ser-se velho é ser-se dono do saber, da maturidade e da prudência. Ali ninguém tem medo de envelhecer e o calendário tem apenas uma importância relativa.
A idade biológica
Sob o ponto de vista físico-químico esta é a idade que acompanha a entropia, as mudanças provocadas pelo tempo que passa, o envelhecimento e finalmente a morte. Hoje em dia, com a melhoria dos cuidados de saúde e a irradicação de muitas doenças que antigamente dizimavam populações inteiras, a esperança de vida aumentou. Podemos lutar contra a entropia através da adopção de estilos de vida harmoniosos e compatíveis com os nossos sonhos. A alimentação, o descanso adequado (dormir as horas necessárias à recuperação) e uma vida activa ajudam os nossos genes e as nossas células a manterem-se jovens e flexíveis por mais tempo.
A idade aparente
Numa sociedade em que a imagem e a informação assumem uma importância crucial as pessoas têm medo de parecer velhas. É um medo irracional mas compreensível porque resulta do facto de termos construído uma sociedade ávida de juventude, acção e novidade, obsessivamente consumista e devoradora de imagens. Já não é apenas o envelhecer que assusta mas também o ficarmos fora de moda (na aparência, no vestuário, no penteado, nas ideias, nas crenças, etc).
A idade psicológica
O médico Deepak Chopra, citando um velhinho bem-humorado, escreveu que "temos a idade que acreditamos ter". Todos sabemos como os pensamentos são poderosos. Eles estão por detrás da maioria dos nossos comportamentos conscientes e atitudes. Uma mente saudável é uma mente por natureza sempre jovem e resistente ao tempo que passa e às suas vicissitudes. Uma vida com projectos e objectivos sensatos altera a percepção que poderíamos ter do envelhecimento se apenas ficássemos passivamente à espera da morte. Por isso mesmo, em muitas pessoas, a idade psicológica difere (para melhor ou para pior) da idade cronológica.
A idade emocional
A idade emocional está associada à maturidade. O auto-conhecimento e a boa governação da emocionaliade conduzem a relações interpessoais sadias e serenas, reduzem o stress (causa de doenças e envelhecimento) e facilitam expansão da consciência que nos permite vivermos a sensação de travar a "caminhada" do tempo.
A idade espiritual
Para além das energias do corpo existe certamente uma energia subtil que percorre uma realidade que está protegida do envelhecimento e dos factores negativos da entropia. É a energia espiritual que reside na essência do nosso ser. Trata-se de um campo de não mudança (como escreveu Chopra) que está presente na personalidade de cada um e que influencia os nossos pensamentos, comportamentos, escolhas e decisões.
A idade social
Sendo o homem um ser social, as relações entre os indivíduos são vitais para a evolução, tanto a nível pessoal como colectivo. As pessoas que sabem interagir com os outros e baseiam os seus comportamentos em valores, normas e pensamentos (e ideologias) que defendem a solidariedade, a fraternidade e o interesse social e colectivo sentem-se úteis e integradas e, por isso mesmo, mais jovens e activas.
Temos assim disponíveis um número razoável de dados que nos permitem libertar-nos de preconceitos como o "peso da idade" ou a "velhice", que frequentemente inibem as pessoas na sua evolução e as impedem de aceder a empregos, por exemplo.
Devemos observarmo-nos e aos outros através de uma perspectiva mais ampla e mais flexível, levando em consideração os restantes factores que constituem o "todo" pessoal. Isso talvez nos ajude a rever preconceitos e a perceber que é o estilo de vida, a saúde e a sabedoria que, mais do que a idade (cronológica), devem ser eleitos como determinantes da nossa verdadeira maturidade.
Página iniciada em 15 de Julho de 2008